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sábado, 13 de novembro de 2010

Silêncio

Meu silêncio tem cheiro de cemitério.
É fúnebre.

Passo o tempo a olhar para o teto
As mesmas rachaduras, outras novas,
Me entediam.

Abro a boca e tento balbuciar algo.
O tic-tac do relógio me vence.
Desisto.

O cheiro do meu silêncio vem forte e me imobiliza.
E tudo gira, gira...

Não tenho nada pra dizer.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Chegada

Meu peito está inflamado de intensa emoção
Essa taquicardia me denuncia
Esse brilho no olhar me entrega
Esse momento preenche todo o meu vazio
Esse momento grandiosamente grandioso
É ele que vem chegando...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Calmaria

Sempre sou tempestade.

Mas hoje estou calmaria.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Inquietude...

Bendita inquietude que chegou de mansinho, trazendo um frio na barriga...
É a inquietude que me move e me guia,
Inquietude por nada e sem lógica,
Apenas uma vontade imensa de produzir...realizar...mudar...
E me faz escrever,
E me faz querer cantar,
Correr e pular como uma criança arteira.
Invadindo todos os espaços do meu coração...


Ah, inquietude... inquietude... Bendita inquietude...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Promessas

Prometi que não iria roer mais as unhas
que não iria mais morder a boca
que não tomaria mais tanto café
que não tentaria mais resolver tantos problemas
que aprenderia a pedir ajuda
que te perdoaria
Tudo mentira...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Clichê

Encontrei esse pequeno poema em um caderno antigo.
O escrevi há muito tempo, antes de conhecer o amor da minha vida...

Leiam com carinho...

Clichê
Tudo o que quero é alguém pra amar
Um amor cheio de clichês
Tudo o que sei ter direito

Quero poder me emocionar
Com todas as minhas fantasias românticas de menina
Quero poder ser ridícula...
E morrer de amor...


terça-feira, 23 de março de 2010

Culpa

A culpa é minha...

Eu que sou sensível demais,
Eu que sou passional demais,
Eu que tenho mania de justiça...

Eles seguem felizes com suas vidinhas patéticas e medíocres...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Life

A vida acontece no susto
Quando menos se espera
Como um fantasma embaixo da cama
Puxa nossa perna e nos apavora

É preciso abrir os olhos

E acender a luz...


foto tirada do site eyefetch.com

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sobre o Amor...

O amor é violência.
Violência que te abre os poros,
Rasga as vísceras,
Arranha a alma,
Esfacela o coração.

O amor é violência.
Violência que te cala,
Que te assusta,
Que te vence,
Que te fere.

O amor é violência.
Violência que te sara,
Violência que te cria,
Violência que te ensina,
Violência que te eleva.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sono

Quando me dopo de mim mesma, adormeço.

Adormeço um sono violento e profundo
De pesadelos vis e assassinos
Onde sou vítima e algoz.

Esperneio, e grito, e gemo, e choro...

E você nem nota...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Grávida

Existe uma força dentro de mim não quer calar
Existe uma pessoa aqui dentro que não cansa de gritar
Estou grávida de sonhos.
Grávida de planos.

Existe alguém aqui dentro que me empurra, me leva,
E que necessita sair a qualquer preço.
Estou grávida desse ser.
Um ser pronto pra nascer.

E eu, pronta pra dar a luz.

sábado, 26 de setembro de 2009

Devaneio

Demorei
a entender
que dói
demorar
a entender

Demorei
a entender
que demorar
a entender
dói

Entendi
que
demorar
a entender
que dói
demorar
a entender,
dói.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

E Eu Ainda Estou Aqui

Sou uma criança perdida na multidão
Fui deixada na rua, em meio a tempestade
Lágrimas se confundem com gotas de chuva
Me vejo encharcada pela solidão

Carros passam pelas ruas
E eu ainda estou aqui
No meio do temporal

Dias e noites passam, as estações mudam,
Pessoas envelhecem, pessoas nascem
E eu ainda estou aqui

Náufraga em mim
Náufraga de mim...

Olho para o céu,
Deixo a chuva me lavar, me invadir
Perdida entre lágrimas e gotas, estendo minhas mãos
Esperando pelo meu abrigo...
Esperando pelo sol...
Esperando...
Esperando a chuva parar...

sábado, 19 de setembro de 2009

Nostalgia

Mais uma poesia bem antiga:
***

Que estranha sensação me rasga o peito...
Essa nostalgia frustrante
Sua ausência surda-muda
Rascunhos jogados no lixo

Seu rosto sempre volta
Sempre a me assombrar
Contando estórias não vividas
Torturando a minha insônia febril

Rabiscos em um pedaço de papel
Denunciam o que tanto quis dizer
Agora? Agora só tenho a solidão por testemunha...
E tudo em mim que é guardado pra ti

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Devaneio (parte II)

Corri no tempo
Não tive tempo de alcançar o tempo que se perdeu no tempo perdido do tempo que criei pra mim.

Senti o medo
Que surge do temor do medo que tive ao fugir do medo que me perseguia dentro de meus próprios medos.

Apaguei as trevas
Com a luz que as trevas apagaram no escuro da minha procura por essa mesma luz.

Continuo aqui
Louca e alucinada perseguindo aquilo que me persegue a cada dia e que me leva a perseguir tudo aquilo que não sei perseguir.

sábado, 12 de setembro de 2009

Desabafo

Dentro da surdez da noite
Pingos de chuva escorrem da minha vidraça

Sem saber pra onde ir

Ruídos mudos que atordoam minha mente
Cores fugitivas dentro daquilo que me aprisiona
Essa cadeia de dor e alucinação
Um labirinto escuro e frio

Sem saber pra onde ir

Murmurantes ais dilaceram o que um dia eu soube
E os pingos de chuva escorrem na minha vidraça

A cólera, a luxúria, a angústia,
A estagnação, o escárnio
Agonia.
Súbita.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Nonsense

A falta de sentido dessa noite
Aniquila toda a racionalidade que restava
Só sobraram os vãos pensamentos
E os sonhos mais ridículos

Estão todos aqui
Jogados na mesa da sorte
Escorridos pelo chão
Rasgando-se entre as contradições...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ataque

Mais um poema bem antigo...
***

Vou surtar a qualquer momento...
Quarto frio e quente.
Suor e calafrio.

Tentativas de fuga e suicídio
Entre a luz e a escuridão
Do que existe atrás da porta

Grande sabotagem
Alucinações urgentes e febris
Escandalizam o meu silêncio sensato
E calam o meu grito animal

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Solidão ou Só Lhe Dão

Nas minhas andanças pela vida pude perceber
Até os mais fortes sofrem por amor
Até os aparentemente mais invencíveis
Choram e escondem mágoas inacabadas
Solidão é mal comum
Sofre o mendigo na frieza das ruas
Sofre o presidiário trancafiado em seus sonhos
Sofre o milionário na indecisão de suas posses
Sofre a prostituta na entrega maior
Sofre todo ser que respira
Sofre quem tem um coração que bate
Sofre você
Sofro eu

domingo, 23 de agosto de 2009

Quem Sou?

Para quem quiser me entender
Para quem quiser saber quem sou,
Aí vai uma dica:
Misture o escuro da noite e a claridade do dia
Pingos de chuva fina e pedaços de tempestade
A luz sensual da lua e o calor do sol
A inocência de um bebê e a coragem de um guerreiro
A vulnerabilidade de uma ovelha e a selvageria de um leão
A certeza do amanhã e os mistérios do infinito
A tranqüilidade de uma brisa e a violência de um furacão
A luz de uma vela e milhares de estrelas cadentes
A ilusão do poeta e a lógica do cientista
Tudo o que já foi sonho e o que ainda falta sonhar...