quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Âncora



Ando navegando por entre as máscaras que criei pra mim
Navegando no mar sombrio e lúdico da minha existência
Navegando num oceano de desilusões e sonhos frustrados
Sonhos que eu mesma frustrei, por um sádico prazer

Serei obrigada a levar meu barco adiante?
Ou me permitirão ancorar?
Ancorar no meio desse mar negro-azul, sangue-verde?

Enferrujei minha âncora no cais
Esperando por um resgate doentio
Enferrujei minha âncora no cais
No cais do meu infinito desejo, da minha eterna utopia

E na utopia permaneci
Banhando meus pés nesse mar de decepções
Sangrando sozinha nesse violento rumo
Rumo? Que rumo?

Meu barco há muito se perdeu
No oceano congelante do mundo desejo

Um comentário:

Mauro Sérgio disse...

Pior do que um barco perdido ao navegar nos mares da existência é ele atar-se ao cais , com medo de navegar.

Navegar é preciso, já disse seu colega Fernando Pessoa.

Salve Rosele, beijos mil