segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Dança e Eu

Fim de semana passado, fiz a minha segunda apresentação desde que voltei ao Ballet.
Meu debut foi ano passado e até comentei aqui.

Depois de um ano, muito trabalho...

Esforço, correria, pés cansados, rolos e rolos de espradrapo gastos...

Lágrimas e risos... Frustração e Progresso...

Realmente, um turbilhão de emoções dentro do meu peito!

Lá estava eu de novo... No palco...Dançando... Dançando... Dançando...

E como eu estava feliz!

Aliás, quem dança é mais feliz!

Coincidência ou não, achei esse texto dias atrás... Leiam...

"Eu louvo a dança, pois ela libera o homem do peso das coisas, unindo universos em comunidade...
Eu louvo a dança que requer muito empenho, que fortalece a saúde, o espírito iluminado e transmite uma alma alada.
Dança é mudança de espaço, do tempo, do perigo contínuo de dissolver-se e tornar-se somente cérebro, vontade e sentimento.
A dança requer o homem libertado, ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a dança.
A dança exige o homem todo ancorado em seu centro para que não se tome pelos seus desejos desregrados, possessos de pessoas e coisas e arrancá-lo da demonia de viver trancado em si mesmo.
Ó homem, aprende a dançar!
Caso contrário, os anjos do céu não saberão o que fazer contigo."

(Santo Agostinho)


Para Luciana Moreira, por ter acreditado em mim...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Livros...

Encontrei esse texto num marcador de livros antigo. Achei maravilhoso!
Para todos os aficcionados por livros que, como eu, acham que nenhuma tecnologia será capaz de substituí-los!

Assim como as pessoas, os livros nascem.
Assim como as pessoas, são descobertos.
E tantas vezes enquanto houver gente procurando descobrir.
Os livros, como as pessoas, envelhecem.
Têm manchas de idade, dobras, marcas de expressão.
Assim como as pessoas, os livros são abandonados.
E também, quando reencontrados, capazes de serem amados novamente.
Os livros, como as pessoas, podem até ser interpretados de maneiras diferentes, mesmo contando exatamente a mesma coisa.
Talvez seja por isso que os livros se ocupem sempre em contar histórias da vida da gente.
Por serem tão parecidas com as deles.
Na verdade, os livros e as pessoas diferem em apenas um ponto: o final.
Porque, ao contrário da gente, um livro nunca morre.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Memórias...

Quando eu tinha uns cinco anos de idade, comecei a sentir umas dores fortes nas pernas. Tinha dificuldade em ficar de pé por muito tempo e logo procurava um lugar pra me sentar.
Meus pais começaram a estranhar, afinal de contas, onde é que já se viu uma criança reclamar de dores nas pernas?
Fui ao médico e foi constatado que nos meus dois pés havia um osso torto...
Recomendada pelo mesmo médico, foi daí que comecei a fazer ballet, o que, surpreendentemente, foi corrigindo meu defeito ao longo dos anos.

Apesar de toda a dor que sentia nas minhas pernas, essa situação me rendeu uma das melhores lembranças que tenho de meu pai.

Lembro-me que todos os dias, mais precisamente no fim da tarde, me pai vinha com um preparado de arnica e álcool (feito por ele!) e me dava massagens. Acabou virando uma doce rotina: esperava que ele chegasse do trabalho, atirava as minhas pernas no colo dele e recebia o meu tratamento caseiro...
Como era bom!
Era impressionante como realmente fazia resultado!

Essa lembrança me veio à tona dia desses...
Confesso que chorei!
Me deu saudade disso tudo!

Entretanto, apesar de tantos anos, tive a certeza de que certas lembranças se tornam sagradas! Não importa o que aconteça ou quanto tempo se passe, ficam grudadas na alma para sempre. É como se fossem colocadas num altar e de lá nunca saíssem!

Acho que ele não deve fazer nem idéia disso, mas pra mim esses momentos foram inesquecíveis! Juro que um dia falo pra ele!

Ficamos, muitas vezes, presos a coisas grandiosas e esquecemos daquelas pequenas coisas do nosso cotidiano que realmente fazem toda a diferença...

Que consigamos sempre manter vivas as belas memórias e enterrar as nossas mágoas!

Falando nisso, convido vocês a participarem, respondendo: “Quais são suas mais doces memórias da infância?”

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sono

Quando me dopo de mim mesma, adormeço.

Adormeço um sono violento e profundo
De pesadelos vis e assassinos
Onde sou vítima e algoz.

Esperneio, e grito, e gemo, e choro...

E você nem nota...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dostoyevsky

Em Moscou, no dia 11 de novembro de 1821, nascia Fyodor Dostoyevsky, um de meus escritores favoritos.

Quero homenagear este escritor maravilhoso, autor de obras extremamente densas, retratando a sociedade russa do século 19.

Um dos maiores escritores europeus, Dostoyevsky soube explorar o ser humano como ninguém, expondo o lado sombrio, escuro ou por vezes mundano que cada um de nós carrega. Por isso é considerado por muitos críticos como um dos maiores psicólogos da literatura mundial.

Eu adoro Dostoyevsky! Ainda não li todas as suas obras, mas as que li já foram o suficiente para me tornar apaixonada leitora.

Recomendo a todos os fãs de literatura!

Parabéns, Fyodor Dostoyevsky, seu legado literário viverá para sempre!


(Dostoyevsky por Konstantin Vasiliev, 1976)

"The cleverest of all, in my opinion, is the man who calls himself a fool at least once a month."

sábado, 7 de novembro de 2009

Retorno

Estou de volta ao blog depois de uma pausa maior do que gostaria.
Testemunhei injustiças contra pessoas que amo que me bloquearam o ânimo de escrever...
Mas, apesar disso, não foi um tempo ocioso ou improdutivo.
Foi um tempo de decisões sérias que mudarão minha vida para sempre (pra melhor, é importante ressaltar!)
Foi um tempo de resgate de pequenos prazeres suburbanos.
Tempo de brincar no quintal com meus sobrinhos e de estar com minha família...



Todos esses acontecimentos desagradáveis que presenciei me levaram a refletir sobre a cegueira humana. A cegueira da alma.
Como é triste ver pessoas "inteligentes" que não conseguem e não querem enxergar um palmo diante de seus narizes. Parece-me que criam um muro intransponível ao seu redor...



Sinto pena, pois são os que mais sofrem, vivendo num mundo ilusório e irreal onde a verdade é aquela que escolhem e não a verdadeira verdade!

Meu desejo é que nossos olhos estejam sempre abertos e nossos corações sempre prontos a aceitar a verdade como ela é, mesmo que doída, pois só assim poderemos tomar as medidas necessárias para transformá-la.

Pensando nisso, me veio à mente, a música "Cry for the Moon", do Epica, que fala justamente disso: "you cannot hide yourself behind a fairytale forever and ever..."



Follow your common sense
You cannot hide yourself
behind a fairytale forever and ever
Only by revealing the whole truth can we disclose
The soul of this sick bulwark forever and ever
Forever and ever

Indoctrinated minds so very often
Contain sick thoughts
And commit most of the evil they preach against

Don’t try to convince me with messages from God
You accuse us of sins committed by yourselves
It’s easy to condemn without looking in the mirror
Behind the scenes opens reality

Eternal silence cries out for justice
Forgiveness is not for sale
Nor is the will to forget

Virginity has been stolen at very young ages
And the extinguisher loses it’s immunity
Morbid abuse of power in the garden of Eden
Where the apple gets a youthful face

You can’t go on hiding yourself
Behind old fashioned fairytales
And keep washing your hands in innocence

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Teardrop (Massive Attack)

Música linda!
Um dos clipes mais lindos que já vi na vida! Atenção para o bebê cantando no útero!
É emocionante! Especialmente para quem é louca pra ser mãe como eu...



Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless on my breath
Gentle impulsion
Shakes me makes me lighter
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Nine night of matter
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Black flowers blossom
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Water is my eye
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Fearless on my breath
Most faithful mirror
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Stumbling a little
Stumbling a little