sábado, 11 de julho de 2009

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Michel Gondry, 2004)

Quem nunca desejou apagar, deletar da memória todas as lembranças ruins, lembranças doídas...
Acredito que esteja entre os grandes desejos da humanidade, como voar, juventude eterna...

Entretanto, hoje, acredito que não apagaria nenhuma delas. Aprendi a valoriza-las pois sei o quanto contribuíram para o meu crescimento e me fizeram mudar em tantas coisas... Acho que sou uma pessoa melhor por causa das tantas portas na cara e socos no coração que já ganhei na vida. O único problema é que, às vezes, nos tornamos meio duros e desconfiados, como ratos acuados.

Fica difícil abrir o coração que está ferido, não é?

E é sobre esse tema que "Eternal Sunshine of a Spotless Mind" desfila. Até que ponto simplesmente "deletar" lembranças nos tornaria pessoas melhores, mais felizes...



Eu amo tanto esse filme que nem sei dizer...
E amo por tantos motivos. É lindamente escrito, com atuações viscerais, diálogos dignos de lágrimas e reflexões...

Mas o principal motivo de todos é o fato de nunca vi uma personagem tão parecida comigo, tão Rosele em nenhum filme antes.
Parecia que a personagem principal, Celementine, estava arrancando de mim as palavras e mostrando meus segredos a todos ali, naquela sessão de cinema.
Coisas que já falei e falo, pensamentos que já tive e tenho e até minhas fobias e paranóias.


Clementine

É um filme maravilhoso, com a minha musa Kate Winslet e Jim Carrey, numa atuação que em nada lembra as caretas forçadas, me surpreendendo.
Quando saí do cinema, após a sessão, estava estática! Uma obra-prima!!

Agora só em dvd, mas não deixem de ver!

Para vocês, um dos belíssimos diálogos, talvez o meu favorito...

2 comentários:

Isabella disse...

Oi!! gostei muito do seu blog :)
seguindo já ;D

(me segue? ><`)

;* beijoo bye

dablog disse...

A grande lição dese filme, eu creio, é que todas as nossas experiências - ruins e boas, traumáticas e maravilhosas - são entrelaçadas umas nas outras,tornando a chance de deletar só aquelas julgamos ruins improvável ou quase impossível.